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Panorama da pesca mundial: da tradição à indústria 

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A pesca faz parte da alimentação do homem desde os primórdios da humanidade. E por essa primeira razão, nos dias atuais, continua a desempenhar papel essencial também na economia global.

O resultado da tradição pesqueira é ser continuamente um meio de subsistência, apoiando a segurança alimentar do planeta e fomentando o desenvolvimento econômico, particularmente em regiões costeiras. 

Hoje, diferentemente de quando começou, a prática da pesca emprega quase 70 milhões de pessoas. Ou seja, o setor de pesca e aquicultura é um pilar fundamental da economia de vários países.

Embora seja um tremendo auxílio, tanto para economia quanto para a sociedade, a pesca passa por vários desafios, em razão das variadas ocorrências climáticas, da sobrepesca e da pesca ilegal, bem como o fato de que em muitos lugares não ser declarada, tampouco regulamentada.

(Magnífico)

Qual é a situação da pesca no cenário internacional?

Dentro do panorama atual da pesca há três grandes pilares importantes. São eles:

O estabelecimento da aquicultura 

É possível observar que hoje a aquicultura tornou-se o principal motor de crescimento pesqueiro e representa cerca de 50% de toda a produção global de animais aquáticos.

Tal crescimento, especialmentte observado nas regiões da Ásia e da América do Sul, permitiu que o consumo per capita mundial continuasse crescendo, diminuindo a pressão sobre os estoques oceânicos selvagens. 

Aquicultura 

criação e o cultivo controlado de organismos aquáticos, como peixes, crustáceos, moluscos, algas, anfíbios e répteis, em ambientes confinados, sejam de água doce, salobra ou salgada.

(Magnífico)

A demarcação entre pesca extrativa e a sobrepesca

Enquanto a aquicultura está bastante favorável, a pesca extrativa estagnou bastante. Isso quer dizer um giro de quase 100 milhões de toneladas por ano. 

A razão para isso não é segredo para nínguém, uma vez que os oceanos chegaram ao seu limite biológico. 

Pesca extrativa

É uma atividade de captura ou coleta de peixes, crustáceos, moluscos e outros organismos vivos diretamente do ambiente natural, seja no mar, em rios ou em lagos

(Pixabay)

Sobrepesca

Ocorre quando muitos peixes são capturados e não existem adultos suficientes para se reproduzir e dar continuidade a uma população saudável, ou seja, o estoque fica sobrexplorado.

(Dreamstime)

De acordo com a Embrapa, se a prática efetiva da pesca é a retirada de recursos pesqueiros do ambiente natural, a aquicultura se faz a partir do cultivo de organismos aquáticos depositados em um espaço confinado e controlado. 

A difereça que se estabelece entre as duas atividades é:

  • extrativista, apresenta um menor nível de controle quanto aos volumes produzidos, tendo em vista a imprevisibilidade característica da pesca. 
  • aquicultura apresenta um maior controle em relação ao planejamento e regularidade da produção, possibilitando produtos mais homogêneos, rastreabilidade durante toda a cadeia e outras vantagens que contribuem para a segurança alimentar.

Comparativo: surgimento da pesca no mundo

Tipo de atividadevolume estimadopapel no cenário atual
Aquicultura (Cultivo)103 milhões de toneladas
Pesca Extrativa Marinha~80 milhões de toneladasEstável, mas sob forte pressão ecológica, exigindo fiscalização contra a pesca ilegal.
Pesca Extrativa Continental (Rios/Lagos)12,3 milhões de toneladas

(Gráfico gerado pela IA)

Desse modo, podemos perceber que a produção global da pesca e da aquicultura atingiu um recorde.

De acordo com o Ministério da Pesca e Aquicultura, o painel da FAO, (Produção mundial da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), em Roma, foi apresentado relatório que mostra crescimento mundial da Pesca e Aquicultura e mostra valores recordes de 235 milhões de toneladas para a produção global de pesca e aquicultura.

É inegável, portanto, que pela primeira vez, a aquicultura se torna responsável pela maioria dos peixes destinados ao consumo humano.

(iStock)

De acordo com especialistas, essa é uma mudança histórica, com profundas implicações para a segurança alimentar e a sustentabilidade ambiental.

Ademais, estudos mostram também que os alimentos aquáticos fornecem proteínas essenciais, ácidos graxos ômega-3, vitaminas e minerais que são difíceis de obter de outras fontes, especialmente para populações vulneráveis ​​em países de baixa renda.

E como já foi mencionado neste artigo, o setor promove oportunidades econômicas em todo o mundo.

A Ásia domina a produção, no entanto, a aquicultura está se expandindo na África e na América Latina igualmente, oferecendo o desenvolvimento em zonas rurais.

E há perspectivas futuras.

É esperado para os próximos anos, conforme  expectativa da FAO, um crescimento contínuo da produção, do consumo e do comércio globais de pesca e aquicultura. 

O estudo estima que, até 2034, a produção total de animais aquáticos deverá alcançar 214 milhões de toneladas.

Segundo o relatório bienal Situação Mundial da Pesca e da Aquicultura, publicado em 2026 pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), mostra que o sucesso e o investimentos dos governos sempre será determinante para os futuros resultados da pesca e a aquicultura globais.

Para tanto, é preciso que haja avanços contínuos em gestão, desenvolvimento tecnológico e inovação.

Somente assim, é possível garantir sistemas alimentares eficazes e sustentáveis em longo prazo. 

(Magnifico)

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