Rio Volga: história, poesia, trabalho, alimento

É impossível imaginar a Rússia ou sua história sem o Volga.

O Rio Volga é o mais longo da Rússia e da Europa também.

A suas margens já ocorreram eventos políticos, econômicos e culturais mais importantes do país. 

Culturalmente, o rio possui um profundo significado histórico e emocional na Rússia. Os russos frequentemente o personificam como Mãe Volga, tanto no folclore como na literatura.

A história deste Rio é muito complexa e rica. Com o desenvolvimento do comércio e da tecnologia nos séculos XVII e XVIII, o Volga serviu como principal via de circulação de mercadorias e conhecimento.

Ideias culturais e políticas também circulavam ao longo do Rio e, enquanto os intelectuais do século XIX lutavam para definir uma identidade nacional, o majestoso Volga oferecia inspiração para músicos, poetas e pintores.

A vasta Rússia, com seus inúmeros rios, lagos e litorais oceânicos, é um destino dos sonhos de qualquer pescador. 

Contudo, há requisitos para uma licença de pesca na Rússia? 

Por incrível que pareça, não é necessário licença para pesca por lazer na Rússia.

No entanto, existem restrições importantes e peculiaridades regionais que você precisa conhecer antes de sua viagem de pesca.

(Imagem Facebook) (Parte da extensão do Rio Volga)

O Rio Volga abriga mais de 120 espécies de peixes, especialmente esturjão, bagre e lúcio.

A bacia abriga uma rica mistura de peixes migratórios do Mar Cáspio, além de espécies permanentes de água doce. 

(Esturjão – Dreamstime)

  • Esturjão-beluga ( Huso huso ): peixe migratório antigo e de grande porte, famoso pelo caviar de alto valor.
  • Esturjão-russo ( Acipenser güldenstädtii ): uma espécie migratória de grande porte que viaja da bacia do Mar Cáspio rio acima para desovar.
  • Esturjão-estrelado / Sevruga ( Acipenser stellatus ): um esturjão migratório esguio que depende fortemente do rio Volga para a reprodução.
  • Esturjão-esterlete ( Acipenser ruthenus ): um esturjão de água doce de menor porte que passa todo o seu ciclo de vida dentro do rio. 

(Peixe Lúcio – iStock)

  • Bagre-europeu ( Silurus glanis ): o maior predador de rios, frequentemente ultrapassando os 113 kg (250 libras).
  • Lúcio ( Esox lucius ): comum em áreas com vegetação aquática e remansos ao longo de todo o rio.
  • Lúcio-perca ( Sander lucioperca ): um peixe muito apreciado na pesca desportiva e comercial, da família dos percas.
  • Lúcio-perca do Volga ( Sander volgensis ): um parente regional menor e único do lúcio-perca comum.
  • Áspide ( Aspius aspius ): um predador de superfície ativo e de natação rápida, popular entre os pescadores locais.
  • Carpa comum / Sazan ( Cyprinus carpio ): amplamente distribuída nos trechos inferiores do rio e no delta.
  • Vobla ( Rutilus rutilus caspicus ): uma icônica barata semi-migratória do Cáspio abundante no delta inferior.
  • Bream ( Abramis brama ): peixe de fundo que vive em cardumes e é comum em trechos de rios de correnteza lenta.

(Dreamstime)

Embora o Rio Volga forneça muitos recursos, contribua para diferentes indústrias e ofereça habitat para uma variedade de plantas e animais selvagens, a área enfrenta algumas ameaças.

Represas planejadas, desvios de água e poluição industrial, agrícola e doméstica têm posto em risco a saúde dos peixes e das pessoas na região. 

É por isso que a produtividade do delta e sua vida selvagem estão ameaçadas por barragens a montante, que definitivamente alteraram o fluxo natural do rio. 

Além disso, há ainda outras ameaças que afetam de forma negativa o rio:

  • o aumento da proliferação de cianobactérias,
  • a desoxigenação, 
  • a má qualidade da água, 
  • a gestão inadequada da bacia hidrográfica, e 
  • a falta de conscientização e participação pública no processo de tomada de decisões. 

Além disso, a pesca ilegal quase causou a extinção de certas espécies de esturjão que vivem no rio. 

O rio Volga abriga aproximadamente 120 espécies de peixes e, como sabemos, as principais são:

  • o esturjão, 
  • o bagre, e
  • o  lúcio.

 A bacia abriga uma rica mistura de peixes migratórios do Mar Cáspio, além de espécies permanentes de água doce.

(Dreamstime)

A atividade dos peixes muda drasticamente com o clima e o nível da água do rio. Os períodos mais recomendados dividem-se em duas grandes janelas.

Espéciemelhor período para pescacaracterísticas e comportamento
Vobla (Caspian Roach)Fim de março a abrilOcorre a famosa “corrida da Vobla”, quando milhões migram do Mar Cáspio para o delta antes da desova.
Lúcio (Pike)março–abril / Setembro–OutubroAtivo logo após o degelo da primavera e muito agressivo no outono, alimentando-se para o inverno.
Siluro (European Catfish)julho a outubroPrefere águas mais quentes. No inverno, entra em estado de letargia e para de se alimentar.
Zander (Pikeperch)abril / setembro–outubroAltamente ativo no outono profundo. Nota: Verifique os decretos locais antes de pescar devido às moratórias de preservação.
Carpa Comum (Sazan)julho a setembroAtiva nos meses quentes de verão, habitando as águas rasas e calmas repletas de vegetação do delta.

(Dreamstime)

São muitos os escritores russos e até mesmo estrangeiros que exploram a hitória, os mitos e os significados do rio Volga.

(Dreamstime)

O Rio Volga não é apenas uma divisão leste-oeste, Europa-Ásia. 

O Rio é também um ponto de encontro e, em certa medida, uma reunião de povos diferentes.  A começar dentro do próprio território Russo. 

Depois da Rússia, Astrakhan, cidade russa, conhecida pela herança cultural diversa e pela produção de caviar, tornou-se lar de comerciantes armênios, persas e indianos, cada um com seus próprios bairros, edifícios religiosos e comerciais e suas próprias instituições. 

Já Kazan, capital da República do Tartaristão, é um importante centro cultural e econômico, hoje é uma cidade tártara e russa.

A zona rural ao norte, leste e oeste de Kazan é habitada por russos, povos turcos e fino-úgricos.

No período soviético, repúblicas autônomas foram fundadas para povos não russos na década de 1920 dentro da República Socialista Federativa Soviética Russa, e estas ainda existem dentro da Federação Russa hoje.

Todas as repúblicas, no entanto, contêm uma população étnica russa significativa e são importantes hoje para a formação de identidades em uma nova Rússia.

(Dreamstime)

O Rio Volga tornou-se tema de poesia, literatura e arte e ajudou a moldar um senso de identidade russa por meio de uma experiência compartilhada com o rio. 

No século XIX, escritores, artistas e turistas, podemos dizer, descobriram o Volga como único e especial para a Rússia e todos os russos. 

O Rio Volga tornou-se a Mãe Volga e o protetor do povo russo. 

O rio é de importância crucial para todos aqueles que vivem em suas margens, mas também para os russos e não russos que viveram dentro do Império Russo e da União Soviética.